#39 O lamentável abandono Cristão

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É lamentável ver que pelo simples fato de muitos Cristãos não desejarem ser rotulados como intolerantes, cada vez mais abraçam a Cultura atual, que é contrária a palavra de Deus com suas bestialidades. O importante para estes é “se sentir bem” (Música “Pontes indestrutíveis da Banda Charlie Brown Jr).

Eles se esquecem que De fato, todas as pessoas que almejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidas (2 Tm 3:12), e que precisarão lutar diáriamente contra as suas vontades carnais, pois já crucificaram a carne com suas paixões e seus desejos, em Cristo Jesus (Gl 5:24).

Não há o que temer! Não existem motivos que leve qualquer cristão a abandonar a verdade da palavra de Deus em detrimento de sua suposta Liberdade. Fazer isto é trocar o certo pelo duvidoso, o amor pelas trevas, Cristo pelo mundo e suas paixões. Fazer isto é uma real demonstração de ódio para com Deus. Fomos na verdade, chamados para ser sal e luz e não doces ou travessuras.

Esse medo, o medo de ser perseguido virtual ou fisicamente, não deveria sequer existir no coração de um Cristão verdadeiro, pois a misericórdia soberana de Deus é o motivo de não sermos aniquilados (Lm 3:22), de modo que absolutamente nada, nada poderia fazer com que esquecêssemos de suas promessas, muito menos nos afastar do amor de Deus (Rm 8:38-39), e disso o Apóstolo Paulo tinha habsoluta certeza, pois suas palavras convictas nos ensinam que a Fé não é uma obra humana, mas um Dom de Deus (Ef 2:8) que nos Salva e nos traz a paz por meio do Sacrifício vicário de Cristo na cruz do calvário, sacrificio de esperança (1Ts 5:8).

O falso ensino (falsa doutrina), apodrece a alma, desfalece o corpo, mata o indivíduo!
Não é à toa que Tito recebe uma instrução específica de Paulo acerca de como um Bispo deveria viver:

e apegue-se firmemente à mensagem fiel, da maneira como foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela“. (Tt 1:9)

Paulo faz questão de exortar a Tito para apegar-se de maneira firme à mensagem Fiel da mesma forma na qual ela foi ensinada a ele, com o objetivo de que ele fosse capaz de encorajar seus irmãos por meio da sã doutrina, e assim, refutar todo os opositóres da verdade. Percebam que Paulo não está para brincadeiras, ele escreve esta carta para direcionar Tito na meneira na qual ele deveira agir diante dos problemas na Igreja de Creta, pondo ordem no que faltava (Tt 1:5), e isso somente era e é, por meio da sã doutrina.

Assim como as pessoas que viviam naquele período, são essas pessoas que abrem mão da verdade diante de qualquer oposição ao Evangelho de Jesus Cristo, por não terem a sã doutrina, pois Eles afirmam que conhecem a Deus, mas por seus atos o negam; são detestáveis, desobedientes e desqualificados para qualquer boa obra (Tt 1:16).

A minha oração é para que a Igreja vença a preguiça intelectual a qual tem prevalecido nos corações de muitos, e que esse abandono da palavra nos tempos de tribulações leves e momentãneas, que não podem ser comparadas ao peso de Glória do Porvir, acabe. Que esses Cristãos parem de se acomodar, passando a defender a Palavra de Deus, se preciso for, da mesma forma na qual Paulo, Pedro e muitos outros mártires fizeram, dando a sua própria vida.

Soli Deo Glória

PorDiego Antunes

Pintura – “Últimas orações dos mártires cristãos” / Jean Léon Gérôme – óleo sobre tela – 1883 – (Walters Art Museum (United States))

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#38 A pecaminosidade do ímpio e o amor misericordioso da aliança de Deus (Uma análise do Salmo 36)

 

Podemos dividir este salmo de Davi ao mestre de canto em 5 partes:

1 – v1: O ímpio e sua (filosofia) forma de Vida.
2 – v2-4: As características do ímpio
3 – v5-8: As características do Senhor
4 – v9-11: As características dos que conhecem o Senhor
5 – v12: O ímpio e seu destino final

Existe nesse salmo, uma escolha a ser feita, que determinará o tipo de vida que teremos agora e o destino futuro que nos aguarda, ou seja:

A escolha é o reflexo (da nossa reação) à revelação de Deus, e não o oposto“.

Se rejeitarmos essa revelação, estaremos condenados a ouvir o nosso próprio coração e também, a viver uma vida sem valores. Em contrapartida, receber a revelação de Deus é ter vida, luz, abundância e total proteção.

1 – v1: O ímpio e sua (filosofia) forma de Vida

v1. “Há no coração do ímpio a voz da transgressão; não há temor de Deus diante de seus olhos”.

Sabemos que quando o Senhor converte alguem, isso ocorre diante da profecia de Ezequiel 36:26: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne”.

O Senhor dá um novo Coração! De tal forma, o Senhor passa a habitar totalmente nesse novo coração, onde torna-se o Seu comandante. Diferentemente do coração do Cristão, o ímpio possui um coração de Pedra (um coração duro) dominado por uma voz maligna, A voz da Transgressão, uma palavra de autoridade. A rebelião opera em seu coração!
Não há temor de Deus diante de seus olhos. E a questão não é se Deus existe ou não, mas se Ele é importante. Não é a existência de Deus, mas sim a sua relevância.
Muitas pessoas agem dessa forma o tempo todo. Inclusive de muitos crentes de vez em quando. Não como declaração, mas como praticidade diária… Vivem demonstrando não se importarem, não temerem a Deus.

2v2-4: As características do ímpio

v2. “Porque a transgressão o lisonjeia a seus olhos e lhe diz que a sua iniqüidade não há de ser descoberta, nem detestada.
v3. As palavras de sua boca são malícia e dolo; abjurou o discernimento e a prática do bem.
v4. No seu leito, maquina a perversidade, detém-se em caminho que não é bom, não se despega do mal”.

Para o ímpio a transgressão é algo bom, ele tem prazer (não na lei de Deus, como o Justo) no pecado. Ele escuta seus próprios conselhos, fazendo-o achar que sua iniquidade jamais será descoberta, nem detestada. Isso explica quando muitas pessoas amam o mau por sentirem prazer, e muitas das vezes encontram pessoas que aplaudem suas atitudes detestáveis diante de Deus, aumentando ainda mais seu gozo pela transgressão.

Sua soberba é notória ao mundo.
Ele acha que não precisa prestar contas a ninguém.
Ele é mau tanto em palavras quanto em ações.

Sem o temor de Deus não existem padrões objetivos para a vida. A sua malicia exemplifica uma vida tortuosa e desvirtuada. Ele maquina a perversidade em seu próprio leito. não se apartando do que mal.

3v5-8: As características do Senhor

v5. “A tua benignidade, SENHOR , chega até aos céus, até às nuvens, a tua fidelidade.
v6. A tua justiça é como as montanhas de Deus ; os teus juízos, como um abismo profundo. Tu,SENHOR , preservas os homens e os animais.
v7. Como é preciosa, ó Deus , a tua benignidade! Por isso, os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas.
v8. Fartam-se da abundância da tua casa, e na torrente das tuas delícias lhes dás de beber”.

Totalmente diferente do ímpio, as características do Senhor trazem consequências benéficas e majestosas a vida dos seus filhos. O Salmista faz questão de contrastar a vida do Ímpio com a Aliança do Senhor, pois o Senhor traz em sua Aliança consequências eternamente boas, enquanto que o ímpio em sua vida traz momentaneamente gozo por desfrutar de uma vida transgressora, mas que eternamente sofrerá as consequências de tais transgressões não perdoadas.

A benignidade do Senhor é o amor que brota de um real compromisso voluntario, amor esse que é imutável. A sua Aliança é definida como o Seu amor imerecido.
A ideia de Chega até os céus ilustra a grandeza do Seu amor, que não podemos alcançar por nós mesmos, que está totalmente além de nós.

Fidelidade é o caráter revelado de Deus.
Enquanto infidelidade é o caráter do ímpio.

As promessas de Deus são cumpridas no tempo devido, pois Ele é o Deus perfeito.
A Santidade de Deus, trazidas em princípios morais (descrita em seus mandamentos) nos requer práticas justas, em obediência a sua vontade Santa.
Deus preserva toda a Criação. O que seria de nós se não fosse esse Deus amoroso e misericordioso, que por sua benevolência universal nos protege, nos farta, e noa satisfaz, assim como os rios do Éden Gn2:10.

4v9-11: As características dos que conhecem o Senhor

v9. “Pois em ti está o manancial da vida; na tua luz, vemos a luz.
v10. Continua a tua benignidade aos que te conhecem, e a tua justiça, aos retos de coração.
v11. Não me calque o pé da insolência, nem me repila a mão dos ímpios”.

O que fora descrito nos versos 5-8 vira testemunho: “A vida, em contraste com a vida decadente dos ímpios nos versos 2-4“. A vida verdadeira dada por Deus: Luz, tudo o que resplandece e vivifica.

Somente na luz de Deus pode-se enxergar luz.

A benignidade de Deus permanece nos que conhecem a Ele. Conhecer, desfrutar de uma intima comunhão. A Sua justiça está nos que são retos de coração, ou seja: “Todo aquele que recebeu um novo coração, um coração regenerado” Ezequiel 36:26.
Os que realmente conhecem a Deus, oram para que Ele compartilhe sua própria natureza com eles (2Pe 1:3-4).
v11 – Pé e mão representam conquista e poder pessoal. Vivemos num mundo dominador, em que o próprio ego é o deus. Suas conquistas devem ser o centro de suas vidas, não há espaço para Deus, não há espaço para o que realmente importa, somente poder e mais poder. Não seu lar, as pessoas a sua volta, só o poder.

5v12: O ímpio e seu destino final

v12. “Tombaram os obreiros da iniqüidade; estão derruídos e já não podem levantar-se”.

Davi traz dramaticamente o dia do juízo divino. Aqueles que são de fato ímpios, já foram julgados e reprovados, não podem levantar. Isso justifica as palavras de Jesus em João 3:

v18 – Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
v36. Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.

Mas… Somente Deus é o Manancial da vida. Ele é a fonte e o provedor de toda a vida. Ele é que sustenta ou tira o sustento quando lhe provém! (v9)

E lembre-se: “A escolha é o reflexo (da nossa reação) à revelação de Deus, e não o oposto“.

Soli Deo Gloria

PorDiego Antunes

PinturaPerugino, Consegna delle chiavi a Pietro, 1481-82, affresco; Roma, Vaticano, Cappella Sistina.

#37 Orem!

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“Como de costume, Jesus foi para o monte das Oliveiras, e os seus discípulos o seguiram. Chegando ao lugar, ele lhes disse: “Orem para que vocês não caiam em tentação”. Ele se afastou deles a uma pequena distância, ajoelhou-se e começou a orar. (…)” (Lucas 22:39-41)

Jesus como de costume retira-se para orar, só que desta vez seus discípulos o seguem. Podemos compreender nessa passagem registrada por Lucas v-39 ao v-46 que Jesus ensina a melhor forma de
Vencer a angústia, e de não cair nas tentações que nos surgem perante nossa caminhada.
O costume nesse tempo era que orassem de pé, mas Jesus nesse momento solene, mostrando reverencia, ajoelha-se e ora ao Pai! E se o próprio filho de Deus o faz, o porque não o faremos?!
É fato que isso não fará da oração mais poderosa, mas que de fato nos trará a lembrança que é “Deus” o soberano, e nós somos infinitamente inferiores a Ele, somos servos e Ele Senhor.
A realidade explícita que a passagem nos mostra, é a de que somos falhos, e costumamos dormir quando passamos por aflições, tentações, angustias, quando deveríamos orar:

“Por que estão dormindo?”, perguntou-lhes. “Levantem-se e orem para que vocês não caiam em tentação!”
(Lucas 22:46)

Devemos ouvir a Paulo também, que exortou a igreja de Filipos, por negligenciarem a oração, e ando angustiados:

Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.
(Filipenses 4:6-7)

Pois irmãos, façamos o que nosso Senhor, Soberano Salvador Cristo Jesus pede aos discípulos, “Oremos” para não cairmos em tentação. E também o que Paulo pede aos Filipenses, Com oração e súplicas, e com ação de graças, apresentemos os nossos pedidos a esse maravilhoso e poderoso Deus, a quem nos abençoa sobremaneira, livrando-nos dos males.

Soli Deo Gloria

Por – Diego Antunes

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#36 Heresias não tão modernas assim

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Tenho presenciado ultimamente muitas pessoas isolando textos de seus contextos originais, para atenderem as suas particularidades.
Esses escarnecedores zombam da escritura ao fazerem dela chacota…
Tais pessoas não merecem ser chamadas Cristãs, pois elas deturpam a verdade e levam muitos outros com elas.

E pensando no bem estar da comunidade Cristã, é que escrevo este breve artigo.
Vamos ao Texto!

1Tm 1:9:

“Também sabemos que ela (a lei) não é feita para os justos, mas para os transgressores e insubordinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreverentes, para os que matam pai e mãe, para os homicidas”.

Esse verso é bastante usado pelos falsários para afirmar que Cristo não estava sujeito a Lei, pois ela não era para os Justos, e como Cristo era Justo, a Lei não valia para Ele.

Pois bem… Esse verso não está afirmando tal disparate! Chega a ser idiotice pensar isso.

Basta-nos partir do início do capitulo e perceberemos do que realmente Paulo está se referindo no verso 9.

v3. Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar a certas “pessoas” que não mais ensinem doutrinas falsas (…)

Podemos detectar nesse verso que na Igreja de Éfeso existiam pessoas que estavam ensinado “Doutrinas Falsas”.
E que eram contrarias ao Evangelho.

v4. e que deixem de dar atenção a “mitos e genealogias intermináveis”, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé.

Vemos mais claramente que as falsas doutrinas estavam relacionadas com “mitos e genealogias intermináveis”.
Tais pessoas distorciam a própria lei.
v5. O objetivo desta instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera.

Paulo deixa claro que a Falsa doutrina deveria ser combatida, mas que porém, o objetivo era o arrependimento de uma fé sincera!

v6. Alguns se desviaram dessas coisas, voltando-se para discussões inúteis,

O desvio dessas coisas (boa consciência e uma fé sincera), era marcado por uma propensão as discussões de que nada se aproveitam.

v7. querendo ser mestres da lei, quando não compreendem nem o que dizem nem as coisas acerca das quais fazem afirmações tão categóricas.

Tais pessoas que estavam ensinado uma falsa doutrina, queriam ser mestres da Lei porém, não a entendiam, o que causava falsas doutrinas.

E por fim:

v8. Sabemos que a Lei é boa, se alguém a usa de maneira adequada.

Paulo fala da serventia da Lei… assim como Jesus em Mateus 5:17, Paulo creditava que a lei mosaica por sí só era um presente maravilhoso de Deus (Rm 7:12-13 e 16)

Podemos compreender melhor portanto, o v9, pois Paulo trata da lei como um fardo (Rm12) e não como impossibilidade de Cristo ter obedecido-a.

O padrão da Lei revela o pecado em nós, pois não conseguimos cumpri-lá e isso glorifica e exalta a Cristo, por ser Ele o único capaz de perfeitamente cumpri-la.

Obviamente o v9 não pode ser entendido como Cristo sendo isento de ter guardado a Lei… Isso em momento algum è abordado na Carta a Timóteo.
(Portanto assim, cai por terra tal afirmação arbitraria e falsa).
Portanto fujam dos falsos profetas!
(2Pe2:21)

Soli Deo Glória.

Por – Diego Antunes

– Pintura de Gregório IX aprovando os Decretais. Rafael, Stanza della Segnatura, Vaticano.

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#35 A Tradição sexual e o retrocesso de uma Cultura

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Atualmente presenciamos diversos exemplos (seja na mídia ou em bairros de nossa cidade), de uma cultura retrógrada, altamente dependente de padrões corruptos e fraudulentos.

Sociedade escrava de seus próprios desejos, pecados, e com problemas sexuais escancarados. Esta é cara de nossa sociedade.

Novidade? Obviamente que não!

Aproximadamente no ano “50 a 51 d.C.”, existia uma cidade conhecida como Tessalônica (atualmente conhecida como Salonica e considerada a segunda maior cidade da Grécia) que recebeu esse nome por causa da irmã de Alexandre o Grande.

Ela foi fundada aproximadamente em 315 a.C pelo seu marido, o rei Cassandro da Macedônia.

Nos tempos de Roma, ela foi sede do Governo provincial, tendo sido governada por cinco ou seis “oficiais da cidade”. A cultura Helenística era predominante na época, e tinha claramente um nítido contraste com os padrões bíblicos de moralidade, onde a infidelidade conjugal (ao menos para os homens), era a norma, como também o famoso culto a Cabiri, com apologia sexual em seus rituais.

Anos antes de escrever suas cartas nesse período, em sua segunda viagem missionária, o Apostolo Paulo e seus companheiros Silas e Timóteo, estiveram em Tessalônica, logo após os maus tratos sofridos em Filipos (1Ts 2.2).

Paulo pregou e debateu por três semanas (At 17.2). Em sua primeira Carta escrita a Igreja de Tessalônica, Paulo faz questão de lembrá-los qual era a vontade do Deus todo poderoso: “a vossa Santificação” (1 Ts 4.3a), deixando claro que a tradição na qual a cidade se encontrava era de fato obscurecida de entendimento.

Dando ênfase, Paulo continua ainda no mesmo verso: “que vos abstenhais da prostituição” (1Ts 4.3b), pois era esse o foco da cultura presente, a libertinagem.

Tais exortações são totalmente válidas para nossos dias, sabendo que a Tradição Sexual e libertina, que coloca o corpo como moeda de troca, ou até mesmo como objeto de Culto, não é nenhuma novidade, se não o retrocesso de uma cultura a velha e repetitiva prática promíscua que desagrada a Deus e cega os seus praticantes. – “Deus não nos chamou para a impureza, e sim a santificação” (1Ts 4.7).

#SoliDeoGloria

Por – Diego Antunes

– Pintura: Apóstolo Paulo em Éfeso. Maarten de Vos (1568) –

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#34 Crônicas de um Apologista

livros

 

Ao longo de uma simples e corriqueira caminhada ao por do sol, percebi três pessoas conversando – se é que podemos chamar de conversa – em alto tom de voz.

Aproximando-me deles pude perceber que se tratava de um debate sobre a importância de defendermos a nossa Fé em Cristo Jesus. Dois dos envolvidos argumentavam que Deus não precisa ser defendido por ser Infinito, Soberano, independente do homem e, portanto, não deveríamos perder tempo defendendo nem Ele nem a Escritura.

Já o outro argumentava que tal pensamento era errôneo e nocivo, pois somos chamados a dar razão da nossa Fé como está escrito em 1Pedro 3:15 que diz:

 

“Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês”.

 

É coerente como Cristãos, dialogarmos visando o crescimento e edificação uns dos outros mantendo o respeito e preservando o amor sempre.

O ocorrido me levou a refletir a respeito do assunto, lembrando a importância da Apologética no nosso dia a dia, e que para isso necessitamos de um bom conhecimento bíblico. Muitos possuem preconceito com termos e com a sistematização de estudos, mal sabem eles que tais coisas servem para facilitar-nos na aprendizagem.

Longe do pragmatismo a Apologética é uma palavra que vem do latim tardio “apologetĭcus” derivada do grego “apologia” que significa “defesa verbal“. Podemos dizer que é “a ciência de defender a fé Cristã“, e o “Apologista” é todo aquele que a pratica. A palavra é usada aproximadamente oito vezes no Novo Testamento: At 22:1 – 25:16/ 1Cor 9:3/ 2Cor 7:11/ Fl 1;7,17/ 2Tim 4:16 e 1Pe 3:15.

Encontramos a Apologética também sendo exercida pelos Pais da Igreja, como Inácio de Antioquia (110 d.C.), Justino de Roma (156 d.C.), Policarpo de Esmirna (155 d.C.), Irineu de Lião (200 d.C), outros como Aristides de Atenas (130 d.C.),

Tertuliano (220 d.C.), que escreviam para os imperadores romanos. Ainda outros como Eusébio de Cesareia (340 d.C.), Atanásio (373 d.C.), Hilário de Poitiers (367 d.C.), Basílio Magno (369 d.C) e muitos outros da era chamada “Patrística“, foram Apologistas (defenderam a fé cristã).

 

A Própria Reforma Protestante ocorreu através de uma ótima Apologética, refutando as Heresias da Igreja Católica Romana, e isso mostra o quanto a Apologética é importante para a vida diária do Cristão. Através dela podemos responder diversas heresias que as seitas produzem e refutarmos as demais cosmovisões que se opõem a cosmovisão Cristã, Glorificando a Cristo o nosso único e suficiente Salvador.

 

Por – Diego Antunes

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#33 O Cristão e a Política

 

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Estamos em período de campanha eleitoral, onde as manifestações tomam as ruas das cidades do Brasil a fora, e com elas as guerras partidárias.
Pouco se é falado quanto ao envolvimento do Cristão com a Política, e no intuito de trazer alguns esclarecimentos quanto a este envolvimento, é que escrevo esse breve texto elucidando as duas classes mais conhecidas de Cristãos.

Atualmente a política em nosso país é vista pela maioria dos brasileiros como interesseira, corrupta e suja. É um problema sem solução para muita gente. Ela é negativa, complexa, chata, sem importância, e como eleitores não possuímos poder para mudar as coisas em nosso país. Vem dessas pessoas a conhecida frase: “Política não é coisa de Crente”. Esta é a primeira classe.

Os cristãos que se encaixam nessa classe de pessoas, defendem que o cristão não deve se envolver de forma alguma com a política. Esses cristãos não somente desconhecem a política como também a Escritura, sustentando uma posição anti-intelectual e muitas das vezes irracional. Desprezo total.

O que essa classe de cristãos esquece ou até mesmo não sabe, como disse o Teólogo Franklin Ferreira, é que “a Bíblia nos foi dada como Palavra de Deus num contexto eminentemente político”(1), e por isso deveríamos parar para estudarmos mais a “Política” de forma Bíblica, contextualizando-a aplicativamente. Não tenho dúvidas que tal pensamento aplicado de forma correta, traria benefícios para nosso país, pois retiraríamos os corruptos do poder (sejam eles cristãos ou não), e pensaríamos mais antes de votarmos em A ou B simplesmente por afinidade.

Na outra classe estão os Cristãos que defendem que a política é necessária, positiva e que o cristão precisa estar diretamente, de alguma forma, seja em exercício de algum cargo ou não, envolvido com a política.

De fato, essa classe está coberta de razão, pois este envolvimento cívico nos traz a oportunidade de glorificar a Deus na esfera pública, testemunhando a conduta e os valores Cristãos. É proveitoso lembrar que Paulo se refere aos magistrados civis como “ministros de Deus”, em Romanos 13 (e de fato os são), pois são autoridades constituídas pelo próprio Deus, Ele é o Senhor de toda a terra. A Bíblia nos ensina também em Romanos 13 qual é a função do magistrado: “castigar o que pratica o mal e enaltecer o que pratica o bem”.

Portanto, “Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus” (Romanos 13:1).

Porém, tenho percebido inúmeros cristãos atordoados com esse momento, muitos até mesmo tem abdicado de uma conduta cristã, trocando ofensas com outras pessoas, em defesa de seus respectivos candidatos e partidos, beirando a Idolatria. Lamentável! Tais pessoas esquecem que foram chamados para serem Sal e Luz (Mt 5:13-4), que precisam ter um bom testemunho (Tm 3:7), fazendo sempre o bem (Sl 34:14 / 3Jo 1:11) a todos sem se cansar (Gl 6:10 / 2 Ts 3:13), sabendo que todo aquele que sabe fazer o bem e não o faz, peca (Tg 4:17).

“Como cristãos, devemos tomar muito cuidado ao debater sobre o assunto. É preciso lembrar que a política não é algo simples no qual, qualquer pessoa possa falar com propriedade e autoridade, é preciso estudo e respeito para com o assunto, afinal, trata-se de algo que engloba diretamente nossa sociedade”.(2)
 
Lembremo-nos que “Os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá” (Romanos 13:3).

Como cristãos e eleitores, devemos nos envolver com a Política. De fato, alguns se envolverão diretamente (como candidatos, assessores e etc.), enquanto outros não. Todavia, venhamos refletir melhor em quem destinaremos o nosso voto e a nossa confiança, lembrando sempre que: “O rei que exerce a justiça dá estabilidade ao país, mas o que gosta de subornos o leva à ruína” (Provérbios 29:4).

Por – Diego Antunes

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1 – Franklin Ferreira é Bacharel em Teologia pela Escola Superior de Teologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e Mestre em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. É diretor e professor de teologia sistemática e história da igreja no Seminário Martin Bucer, em São José dos Campos, São Paulo, e consultor acadêmico de Edições Vida Nova.

2- Pr. Marcelo Ferreira é especializado em Exposição Bíblica e é pastor na Primeira Igreja Batista de Piracicaba – SP.